sábado, 18 de setembro de 2010

O Homem

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios para minorá-los. Passava dias no seu laboratório à procura de respostas para as suas dúvidas. Certo dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar para outro lugar. Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objectivo de distrair a sua atenção. De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, com um rolo de fita cola, entregou ao filho e disse:
-Gostas de quebra-cabeças? Então vou-te dar o mundo para arranjares. Aqui está o mundo todo partido. Vê se consegues arranjá-lo bem direitinho! Faz tudo sozinho. Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
-Pai, pai, já fiz tudo. Consegui acabar tudinho!
A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que nunca tinha visto. Relutante, o cientista levantou os olhos das suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços tinham sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como é que o menino tinha sido capaz?
-Tu não sabias como era o mundo, meu filho, como conseguiste?
-Pai , eu não sabia como era o mundo, mas quando tu tiraste o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado tinha a figura de um homem. Quando tu me deste o mundo para arranjar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a arranjar o homem que eu sabia como era. Quando consegui arranjar o homem, virei a folha e vi que tinha arranjado o mundo.

Texto recolhido por Sandra Dantas. Mapa retirado do Google.

Einstein

Pensamentos do génio Albert Einstein:

"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".

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"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário".

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"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta".

Desemprego

(foto retirada da NET)
Enquanto andam aí uns senhores a discutir quais os dados mais fiáveis, se os do Eurostat se os do INE, o desemprego vai preocupando cada vez mais...
... E não se vê respostas para ele, a não ser esperar por melhores dias!
Agora é tempo de falar em "dívida", "orçamento", "FMI", o "desemprego" fica para depois!

Dignidade

(imagem retirada da NET)

Já temos pouco tempo para sairmos desta crise com dignidade...

domingo, 12 de setembro de 2010

Místicos cristãos

Juan Martín Velasco, no seu livro "Doze místicos cristãos", recolhe a experiência de fé e oração de alguns dos maiores santos do universo cristão.
Eis duas orações recolhidas por Velasco:
Para ordenar sabiamente a vida:
"Concede-me, Senhor Deus meu, inteligência que Te conheça, diligência que Te procure, sabedoria que Te encontre, conduta que Te agrade, perseverança que Te espere e confiança de que um dia finalmente Te abrace".
S. Tomás de Aquino

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"Tomai, Senhor, e recebei esta minha liberdade, a minha memória, a minha inteligência e toda a minha vontade, tudo o que tenho e tudo o que possuo. Vós mo destes; a vós, Senhor, o restituo. Tudo é vosso; de tudo disponde segundo a vossa vontade. Dai-me o vosso amor e a vossa graça, que isto me basta". (Exercícios espirituais, 234)
S. Inácio de Loyola

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Questão de princípio

A história passou-se em Nova Iorque, "numa reunião da Internacional Socialista, em plena sala da Assembleia Geral das Nações Unidas. Shimon Peres, após ter perdido as eleições e umas semanas depois da morte de Itzhak Rabin, fez uma intervenção onde confessou que Rabin só foi discursar no sítio onde haveria de morrer porque ele o convencera a isso. E que perdera as eleições por defender a paz quando sabia perfeitamente que o país desejava a guerra. Na sua opinião, não fazia qualquer sentido abdicar de uma questão de princípio para tentar ganhar".
História contada por Luís Osório na revista "Tabu", que acompanha o jornal "Sol".

Constatação banal...

«A constatação é banal: à medida que as nossas sociedades enriquecem, surgem incessantemente novas vontades de consumir. Quanto mais consumimos, mais queremos consumir: a época da abundância é indissociável de um alargamento indefinido da esfera das satisfações desejadas e de uma incapacidade de pôr fim aos apetites de consumo, sendo a saturação de uma necessidade acompanhada de novas exigências. Daí a pergunta habitual: a que se deve esta escalada sem fim das necessidades? O que é que faz correr incansavelmente o consumidor?»
Gilles Lipovetsky, A felicidade paradoxal, Ed. 70, Lisboa 2007.