"Quanto menos desafio houver na nossa vida, menos probabilidade temos de rezar".
Anthony de Mello
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Ser hóspedes uns dos outros
«Agora temos de aprender a ser hóspedes uns dos outros naquilo que resta desta terra sobrepovoada e degradada. As nossas guerras, as nossas limpezas étnicas, os arsenais, de massacre que prosperam mesmo nos estados mais pobres, são territoriais. As ideologias e os ódios mútuos a que dão origem são territórios da mente. Desde sempre os homens têm-se atacado uns aos outros por causa de um pedaço de terra, sob diferentes trapos coloridos empunhados como bandeiras, a propósito de ténues diferenças na língua e no dialecto.A História tem assistido a um investimento interminável de ódios recíprocos por motivos bastante mesquinhos e irracionais. Por uma qualquer inspiração lunática, certas comunidades, por exemplo nos Balcãs ou em África, são capazes de explodir em apartheid e genocídio depois de terem vivido juntas durante séculos ou décadas. As árvores têm raízes, os seres humanos têm pernas. Com as quais podem atravessar o arame farpado de fronteiras idiotas, com as quais podem visitar e viver como hóspedes entre o resto da humanidade. Existe uma simbologia fundamental nas lendas que abundam na Bíblia, mas também nas mitologias gregas ou outras, do estranho que ao sol-posto bate ao portão após a sua viagem. Trata-se frequentemente do toque de um deus ou de um emissário divino que põe à prova a nossa capacidade de acolhimento. Quero acreditar que esses visitantes são os verdadeiros seres humanos em que devemos tentar tornar-nos se queremos sobreviver».
George Steiner, Errata: revisões de uma vida, tradução de Margarida Vale de Gato, Lisboa, Relógio d'Água, 2001, pp. 71-72
Citado por Miguel Serras Pereira
George Steiner, Errata: revisões de uma vida, tradução de Margarida Vale de Gato, Lisboa, Relógio d'Água, 2001, pp. 71-72
sexta-feira, 30 de julho de 2010
se não houver nuvens no horizonte, o sol brilha até se pôr totalmente!
É assim também na vida das pessoas... Se a nossa sociedade não introduzir "nuvens" no horizonte (sabemos quais são, não é verdade?...), a pessoa brilhará até ao fim dos seus dias!
Não será um "peso", mas uma "luz" para os que com ela convivem... Bendita terceira idade.
Shakespeare
"Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos".
W.Shakespeare
W.Shakespeare
quarta-feira, 28 de julho de 2010
O começo...
Começa aqui um percurso de partilha de ideias, que pretende ir para além das banalidades do dia-a-dia. Fomos feitos para o Infinito e para lá devemos caminhar...
Subscrever:
Mensagens (Atom)